VIAJAR....
Fazer viagem.. andar em viagem.. transportar-se de um ponto a outro distante.. percorrer.. navegar.. ir!
As viagens começam desde logo com o planeamento, a imaginação, a descoberta de locais e maravilhas a conhecer! O deslumbramento e as espectativas tornam-se enormes e o penhasco da realidade pode revelar-se avassalador. Mas a diferença anseia por trazer bons frutos.. assim deixo agora a fascinação para o presente da viagem....
Fernando Pessoa e Vergilio Ferreira levam-nos por trajetos que caractirizam a viagem de maneiras distintas, autenticas e deliciosas....
Fazer viagem.. andar em viagem.. transportar-se de um ponto a outro distante.. percorrer.. navegar.. ir!
As viagens começam desde logo com o planeamento, a imaginação, a descoberta de locais e maravilhas a conhecer! O deslumbramento e as espectativas tornam-se enormes e o penhasco da realidade pode revelar-se avassalador. Mas a diferença anseia por trazer bons frutos.. assim deixo agora a fascinação para o presente da viagem....
Fernando Pessoa e Vergilio Ferreira levam-nos por trajetos que caractirizam a viagem de maneiras distintas, autenticas e deliciosas....
"Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!
Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E da ânsia de o conseguir!
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu."
_Fernando Pessoa_
"Viajar não é realizar o imaginário que nos excita antes da viagem mas sim extreminá-lo. O deslumbramento é do que se imagina e não do que realizou esse imaginar. Nós pensamos numa terra longínqua e confusamente admitimos que essa distância é sensível quando lá estivermos. Ora quando lá estivermos há o real que desmistifica o imaginário, há o lá, como aqui, num sitio limitado por um horizonte totalmente presente e não tocado da ausência que havia na imaginação. Mesmo os seus elementos característicos que tiver, uma vez realizados, perdem a magia na sua realização. Eis porque precisamos às vezes de rever num mapa a sua localização para de algum modo lhe restaurarmos a distância. Tudo se solidifica na concretização do real, tudo se desvanece aí da sua figuração. A grande força do real é a do que está para lá dele, porque toda a realidade é redutora. Num país nórdico não nos sentimos mais "ao Norte" do que num país do Sul. A grande fascinação da viagem está no viajar. E se o melhor dela é o regresso, é porque a ilusão se pode assim recompor quando retomada a distância - e eliminado todo o desconforto. E é o que fascina os que nos ouvem contar, nos excitam a narrativa. Há assim que corresponder com uma montagem dessa narrativa, a escolha dos episódios, do que mais significativo se viu ou aconteceu. Sobre a viagem real temos de construir uma outra com uma realidade exemplar que vamos aperfeiçoando até a fixarmos e podermos repetir sem falhas na sua estereotipia. Sobre a viagem real temos de tecer o maravilhoso do que não existiu. É o maravilhoso que possivelmente já envolvia os lugares visitados e que dispara à sua simples nomeação. Porque nem toda a viagem fascina do mesmo modo. (...) Viajar é querer tocar a realidade do que nos povoa a imaginação. Mas ela não está nunca lá. E o que sobra disso é o cansaço e o desencanto - excepto no nosso poder demiúrgico de fascinar a imaginação dos que nos ouvem. Assim o melhor de uma viagem é só o ter viajado."
_ Vergílio Ferreira_
Vou sair.. vou aproveitar a viagem.. porque "A grande fascinação da viagem está no viajar."
Boas viagens!!
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